Bola Pesada

A Casa do Futsal

Vampeta, camisa 10 da Itália bate um papo com A Bola Pesada

A Bola Pesada segue dando continuidade em uma das suas maiores propostas que são as entrevistas com os jogadores do nosso amado esporte. Depois de Guilherme Kuromoto, Fernandinho e Paulinho Japônes, entrevistamos Vampeta camisa 10 da Itália na última Copa Do Mundo realizada na Tailândia em 2012.

Carreira

Vampeta surgiu no futsal paranaense, mais precisamente na extinta Amafusa Maringá-PR, sobre o seu início de carreira ele não guardou agradecimento aos profissionais e familiares que lhe ajudaram na caminhada: Meu início foi na AFMM (Associação dos funcionários municipais de Maringá) e tive a ajuda de muitas pessoas para chegar onde estou hoje. Agradeço aos meus pais e ao Naldinho da AFMM e o Ademar da Índio Productos Ópticos,por todo suporte que me dão até hoje. Sem esquecer de todos os treinadores que tiverem muita paciência por terem me ensinado os fundamentos do futsal.”

Junto a sua ascensão veio também interesses de outras equipes para levar o jovem maringaense. E o atleta tomou um rumo que muitos brasileiros acabam tomando, que é partir para o futsal europeu. E o camisa 10 do Asti entrou de cabeça na Itália. Não apenas atuando em equipe italiana mas também se naturalizou italiano, sobre isto o ala contou: “Agradeço ao Robson Marani,meu antigo treinador na Amafusa,foi ele quem iniciou todo processo na documentação para eu tornar cidadão italiano.” Muitos brasileiros sentem uma certa dificuldade em se adaptar aos países, mas Vampeta contou que sofreu muito pouco com isto:  A adaptação foi muito tranquila.Aqui é um pais muito bom para se viver,os costumes não são muito diferente do Brasil e todos os times são cheios de brasileiros,isso ajuda muito.”

O sonho de todo jogador de futebol e futsal é jogar uma Copa do Mundo e muitas vezes este sonho supera até mesmo a vontade de vestir a camisa amarela. Como falando anteriormente, nosso entrevistado jogou o Mundial da Tailândia com a 10 da Itália e ele nos falou como é a sensação de jogar uma competição daquele calibre: É uma sensação unica! É o sonho de todos jogadores. Hoje posso te dizer que sou um cara privilegiado, jogar os melhores campeonatos do do mundo,não tenho nem palavras para descrever tudo isso. Além de jogar esse campeonatos ter subido ao ‘podium’ é muito bom. Mas nossa vida não se resume só ao campeonato em si,é uma luta diária e temos que batalhar para ter nosso lugar seja no time ou na seleção!”

Atualmente o ala joga no Asti Garage e disputa a ótima liga Calcio a cinco, a respeito da última temporada Vampeta conta da montagem da equipe e demonstra uma certa frustração com os resultados: “Foi feito um time espetacular, com uma qualidade sem tamanho, porém dentro de quadra pecamos quando não devíamos e perdemos a final da SuperCoppa italiana. Saímos na 1° eliminatória da Coppa Italia num jogo que ganhávamos  por 3 a 1 ate o final. Depois erramos feio e perdemos pelo placar de  4 a 3 . No campeonato mais importante da Itália ,o Scudetto, perdemos a semi-final. Empatamos fora de casa e perdemos em casa.Fizemos a melhor campanha de todos os tempos na Itália,não perdemos nenhum jogo durante todo no campeonato regular,mas isso não bastou,ficamos sem nenhum titulo.Mas como já disse sem duvidas tínhamos o melhor plantel.

Modo de Jogo ao redor do mundo

A Bola Pesada tem o objetivo de não focar apenas nas notícias e resultados e sim também ouvir os jogadores sobre as diferenças táticas e técnicas existentes no futsal mundo a fora. Com “brasitaliano” não foi diferente e ele nos deu a sua visão a respeito desse tema: “Olha,aqui o campeonato não é tão forte quanto ao do Brasil onde tem muitos times bons. Hoje o futsal brasileiro é o melhor do mundo e está tendo muitos investimentos o que deixa com ótimos jogadores em todos times. Aqui o futsal é mais tático,o time precisa que todos estejam bem para vencer os jogos diferente do Brasil onde na minha opinião é muita qualidade individual. Você vê pouco jogo de time é mais na vontade e raça mesmo.Poucos esquemas táticos.” Vampeta teve experiência com torcidas calorosas aqui no Brasil, sobre a torcida do Asti Garage, o jogador não poupou elogios: A Torcida aqui é tranquila não acompanham muito o futsal, entretanto o time que jogo tem sem duvidas a melhor torcida do campeonato. Participam muito com o time.”

Ainda no tema de tática e modo de jogar de cada lugar, lembrando da semi-final do mundial da Tailândia onde a Itália de Vampeta enfrentou a poderosa Espanha de Kike e cia. Fazendo aquele paralelo básico com o futebol, a Espanha tem um modo de jogo onde preserva muito a posse de bola e escolhendo a hora certa de atacar. Ao ser questionado sobre isto, Vampeta contou como é enfrentar a seleção ibérica: A Espanha tem um futsal coletivo maravilhoso!  Mas os jogadores espanhóis não são como os brasileiros individualmente. Eles tem uma sincronia linda de se ver no futsal,não só atacando,mas também na maneira de defender. Resumindo, a Espanha joga o verdadeiro futsal,como na época de Sandrinho,Manoel Tobias,Fininho e muitos outros, ver a Espanha jogar é relembrar o futsal de alguns anos atrás.”

Conversa descontraída

Após contar a sua trajetória tanto no futsal brasileiro como no futsal italiano, contamos com a sua experiência e fizemos uma pergunta difícil: “Qual o melhor jogador do mundo hoje?”. De maneira irreverente nos respondeu com um quinteto base: “Olha complicado eu descrever apenas um jogador, vou fazer um quinteto base com cada um em sua posição:

Goleiro – Mammarela ( Italia )
Fixo – Ciço ( Intelli )
Ala – Honorio ( Italia )
Ala – Saad ( Barcelona )
Pivô – Fernandão ( Barcelona )

Esses 5 jogadores são fora de série. Mas temos 2 jogadores únicos no mundo. Falcão e Ricardinho ( Portugal ) Espetáculo garantido com esses dois.”

Assim como Fernandinho e Guilherme Kuramoto, Vampeta não escapou da clássica dúvida que quem acompanha o futsal têm: “Pensa em retornar ao Brasil?” E ele foi direto: “Tenho mais 2 anos de contrato com o Asti C5,Penso em renovar mais uns 2 anos ainda,não pretendo voltar por enquanto, há não ser que tenha uma ótima proposta,Aqui è um time novo,pretendo levar o nome de Asti ao mais alto possível, para ai sim pensar em voltar ao nosso Brasil.”

Para acompanhar tudo sobre Futsal Europeu, Liga Italiana e novidades sobre este craque que entrevistamos fique sempre ligado no A Bola Pesada!

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